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FRAGMENTOS

Palavras devoradas pela chuva (o ruído da água a abater-se sobre telhados de zinco) e outras intempéries. Palavras escritas na parede há muitos anos (os ricos que paguem...) e mutiladas por cartazes publicitários. Palavras ditas na rua, voláteis, levantando a cabeça no meio de conversas alheias, desfazendo-se no ar como fumo. É delas que espero o que as outras nunca me dão.

Comments

Gostei.bastante,ponto

A SEIVA

pois é !

"musicamos com palavras o diálogo da vida vamos indo sem rumo apesar da bússola"
( numa Dessas paredes de Lisboa, algum tempo atrás)

os ricos que paguem a crise

paredes dessas marcam-me o passo e o olhar.

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