SÃO PETERSBURGO
«Não admira que São Petersburgo revelasse a sua bizarria quando o mais bizarro dos russos da Rússia [Gogol] calcorreava as suas ruas. Pois São Petersburgo era isso mesmo: um reflexo num espelho embaciado, uma sinistra confusão de objectos utilizados de uma maneira imprópria, coisas que recuavam mais depressa quando mais velozmente avançavam, vagas noites cinzentas em vez das ordinárias noites negras, e dias negros – o "dia negro" dum manga-de-alpaca miserável.»
[in Nikolai Gogol, de Vladimir Nabokov, trad. Carlos Leite, Assírio & Alvim, 2007]
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Há na vida de Quitéria Barbuda tão elevado número de grandes rasgos que sentimos a tentação de contar a sua história como se fora uma lenda. E é como uma lenda que essa vida é contada. Tudo ali é alto, predestinado e exemplar. Trata-se de um livro moral, em que tudo é heróico.
Posted by: Ratinho Blanco | novembro 25, 2007 12:13 PM