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«(...) Foi assim que me habituei à mínima minoria. Nos filmes somos quatro. Na livraria os livros estão sempre na prateleira de baixo, ou não há em stock, ou têm que mandar vir de Campo de Ourique. Nos colóquios a única desconhecida está na sala por engano e levanta-se incomodada com o barulho. Na exposição só depois da inauguração. Se nos reunimos, não temos o quórum exigido por lei. Os filmes têm sempre a estrela pálida da comiseração, quando passam na TV é a desoras . Não sou leitor fiel de nenhum jornal. Os melhores concertos têm sempre lugares vagos na plateia. Vivo em casa arrendada. O clube da minha vaga simpatia milita nos distritais. O meu telefone está sob escuta.»
Como te compreendo, Luís.
Posted by José Mário Silva on novembro 6, 2007 09:29 PM | Permalink
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