CARO VASCO
Tem calma, pá. Não deixei de ser sensato. O post não quis ser mais do que uma pequena provocaçãozita ao MST. Toda a gente sabe que a primeira frase de um romance é fundamental e a abertura dos Cem Anos de Solidão costuma ser dada como exemplo. Em Rio das Flores, MST não copia García Márquez; limita-se a arrancar a narrativa com o mesmo truque (o de ficarmos em pulgas para saber que gelo era aquele, ou que tourada, capaz de marcar para a vida a memória que um filho guarda do seu pai).
Quanto ao título, quis que fosse irónico mas pelos vistos levaram-no a sério. A minha ideia era sublinhar que os dois romances ficam de facto separados à nascença. Ou seja, podem andar no mesmo comprimento de onda enquanto dura a primeira frase mas depois não há qualquer semelhança entre eles. O de Gabo é genial, o de MST é um flop. E o que num é assombro e realismo mágico, no outro é tédio e realismo trágico.
Comments
Foi o que pensei, mas por momentos rebobinei aqueles dias em que andou tudo - eu também - à batatada por causa de nada e confesso que tremi. É essencial não sugerir qualquer plágio, ZM. Mais: se desta vez houver plágio, convém não reparar. Vamos "prestar um serviço aos leitores"...
Posted by: vasco | outubro 31, 2007 08:42 PM