DNA
Talvez não tenha sido por acaso que lembrei, logo hoje, dois textos que publiquei no DNA há mais de quatro anos. Foi no DNA que me tornei verdadeiramente jornalista. Foi no DNA que aprendi os êxtases da profissão, as arrelias da profissão, os lados luminosos e sombrios da profissão. Foi no DNA que me tornei verdadeiramente editor, fiel depositário dos textos de outros, atento caçador de gralhas e erros de concordância, chato de serviço quando as coisas não batem certo. Foi no DNA que experimentei tudo o que noutros lados não poderia experimentar. Foi no DNA que conheci alguns dos melhores repórteres, escritores e fotógrafos da imprensa portuguesa. Foi no DNA que me convenci de que hei-de escrever até ao último dos meus dias: escrever em jornais, em blogues, em guardanapos de papel, tanto faz. Porque escrever é, profissionalmente, a minha única meta, a minha única aspiração.
Hoje o DNA morreu. Como todos os suplementos de jornal, era efémero. E durou, mesmo assim, uma eternidade (nove anos). Hoje morreu. Não interessa dizer porquê. Morreu. E eu escondo a tristeza, agradecendo publicamente ao Pedro Rolo Duarte, que me convidou há cinco anos para ser editor-adjunto, e a todos aqueles que fizeram do DNA, tantas vezes, o mais livre e entusiasmante dos projectos jornalísticos.
Comments
e eu que sou cultor do género entrevista fico com pena porque foi no DNA que li algumas das mais belas e inteligentes emtrevistas. Como aquela que tu fizeste a uma especialista dos cuidados paliativos.
Posted by: jpn | janeiro 17, 2006 04:46 PM
bzatiuobuub ckuyi
Posted by: Roger | março 3, 2006 02:50 AM