ANTÓNIO GANCHO (1940-2006)
Parece que riu muito antes de se apagar de vez, o «poeta nocturno». Por mim, vejo nessa gargalhada final apenas a lucidez extrema dos loucos. A morte aproximou-se, solene. E ele fez pouco dela, cara a cara.
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Parece que riu muito antes de se apagar de vez, o «poeta nocturno». Por mim, vejo nessa gargalhada final apenas a lucidez extrema dos loucos. A morte aproximou-se, solene. E ele fez pouco dela, cara a cara.
Comments
Parece que foi o saudoso Joaquim Bravo, pintor, que deu a conhecer a poesia de António Gancho ao Herberto Helder. Parece que o António Gancho tinha o hábito de dar um nome próprio às suas borbulhas e de escrevê-lo na pele, debaixo de cada uma. Parece que o Herberto Helder terá dito, ao ler pela primeira vez os poemas de Gancho: «Isto é o que eu gostaria de conseguir escrever».
Posted by: Mário Artur | janeiro 5, 2006 10:23 PM
Por vezes tenho a sensação que me apago a mim mesmo! Nesta busca incessante pelo prazer de procurar em muitas vivências grandes emoções, e me esqueço de procurar nas grandes emoções grandes vivências!Morreu o único grande poética que eu podia ter conhecido e eu nem soube, talvez só porque n foi noticia nacional, assim como ele não soube as grandes emoções que me fez sentir, ao ler tamanhas loucuras sabias com o que só um sábio nos enlouquece!Morreu António Gancho "O Poeta Louco", e eu não soube enriquecer com ele!
Posted by: Ricardo Sousa | novembro 14, 2006 03:17 AM