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DOS INCONVENIENTES DE LER ENQUANTO SE ESPERA PELO PATO À PEQUIM

Não há nada pior do que abrir um livro e constatar que nas suas páginas ficou impregnado aquele tão característico cheiro a restaurante chinês.

Comments

certeiro Zé Mário, já me tinha acontecido tal coisa mas nunca ousei pô-lo por palavras. Os odores podem mesmo arruinar a literatura.

Realmente... um livro do Sebald, por exemplo, a cheirar a pato à pequim... :P

Pois foi precisamente a um livro do Sebald que isto aconteceu, Katraponga. Tens dons de adivinhação ou quê?
;)

Por acaso ando a ler "Os Emigrantes" e imaginei logo com esse livro. No Verão passado, andava sempre com o "Vivir para contarla" na mochila e aconteceu-me a dada altura estar a lê-lo e este tresandar a bronzeador, o que também se revelou bastante desagradável. :)

Lembrei d'As Intermitências da Morte, que estou lendo.
Até se conjugam bem, aliás: são ambos best sellers, inventados (para aqui caber a escrita e a cozinha) por detentores de culturas milenares.
Muito legal este blog, ou melhor, o que se escreve nele.

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